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Insegurança e você: nada a ver...

Um dos assuntos que têm aparecido muito nos atendimentos é a insegurança. Em muitas situações, ela não se apresenta diretamente, usa de alguns artifícios e de alguns comportamentos para se manifestar.

A insegurança leva à ansiedade e tem o medo como principal emoção.

O inseguro tem medo, e o medo paralisa.

Sentir medo é normal, a questão está em como você lida com isso. É importante investigar a origem dos medos, identificar o gatilho que faz com que você seja impedido de administrar determinadas situações.

Quer ver alguns medos bem comuns? Medo de fracassar, de ser rejeitado, de ser criticado, de não atender às expectativas... E esses medos podem nos arrebatar a qualquer momento e em qualquer âmbito de nossas vidas. Muitos medos manifestados na fase adulta podem ter sido gerados na tenra idade e, provavelmente, oriundos de diversas experiências traumáticas ao longo da vida.

Na vida prática do concurseiro, é mais ou menos assim: medo de não passar no primeiro concurso, medo das críticas que podem ser feitas pela família... Ô medo danado!

É preciso encarar os medos!

Assim, seguindo esse raciocínio acerca da emoção do medo, a insegurança pode surgir diante de situações que pensamos ser perigosas e não nos sentimos capazes de enfrentar sozinhos. Desse modo, um comportamento que pode ser resultante da insegurança e que atinge muitas pessoas é a autossabotagem.

A autossabotagem, ou autoboicote, é o medo que a pessoa tem de assumir novas responsabilidades. É um processo inconsciente que coloca complicações a si mesmo durante o caminho em direção aos objetivos.

Esse processo acontece desde a infância. As pessoas são condicionadas a não acreditar em si mesmas e a olhar apenas para seus erros. Como exemplo, já escutamos alguns adultos gritarem com suas crianças: “Você é um burro!”; “Você não presta pra nada!”, “Você não consegue fazer nada direito!”, “Deixa que eu faço porque você não consegue!”.

As comparações também são cruéis: “Seu irmão tira melhores notas que você”, “Tem que ser educado igual seu amigo”, “Precisa ser estudioso igual seu pai”.

A partir dessas situações, as crianças acabam desenvolvendo crenças limitantes e medos, gerando adultos inseguros.

No mundo dos concursos, não é diferente; alguém da família diz: “O fulano, filho da fulana, passou e você não”, “Você não se dedica ao concurso como deveria, o fulano não sai de casa”. Não é mais ou menos assim?

Alguns hábitos tóxicos são típicos da autossabotagem: a procrastinação – é um mecanismo de defesa diante da sensação de incapacidade; negar a si mesmo e suas necessidades – é uma forma de se proteger de fracassos; evitar tomar decisões e não ser constante em nada que comece.

A pessoa que sabota a si mesma não acredita que merece conquistar seus sonhos, ser feliz. Acaba assim, por criar situações que bloqueiam essas possibilidades.

Mas ainda assim posso afirmar: é possível vencer a insegurança!

A insegurança, segundo o dicionário Aurélio, é: falta de convicção ou segurança em si próprio; sentimento de desamparo.

Por isso, veja se você se encaixa em algumas dessas características: baixa autoestima, sentimento de inferioridade, de não merecimento, acreditar que está sempre sendo julgado.

Tenho certeza de que você conhece alguém assim.

Então vamos pensar um pouco sobre a insegurança?

Mas de onde vem? Como surge em nossas vidas?

O histórico desse sentimento é muito particular. Depende da história de vida de cada indivíduo.

Surge da dúvida em relação a si mesmo, das próprias capacidades. Podemos dizer também que vem de uma luta interna entre a necessidade de se destacar e o sentimento de incapacidade.

Esse momento que estamos vivenciando, de reclusão domiciliar, é também, para muitos, uma reclusão do próprio indivíduo. É o momento em que ele terá que forçosamente parar de fugir, pois as relações ficaram bem mais estreitas e ele vai precisar encarar suas dificuldades. Sabe aquela disciplina que virou seu calcanhar de Aquiles? Tente! Eis o momento para se dedicar a ela.

Algumas pessoas desejam que o mundo mude, que as coisas mudem, que as pessoas mudem, mas fazem esforço zero para ajudar no processo. É muito comum o lugar de “vítima das circunstâncias” (parafraseando Lulu Santos). É a zona de conforto. Criar desculpas faz parte desse processo, o que não é nada bom.

A pessoa insegura espera uma validação do outro, uma aprovação para seus comportamentos e pensamentos. Precisa disso para se sentir mais aceita, mais em paz consigo mesma, fazendo com que esse comportamento gere uma dependência do outro. Esse outro assume, em muitas situações sem saber, um nível de responsabilidade muito alto na vida do inseguro. Relação que não é saudável para nenhuma das partes.

A insegurança traz limitações em nossos relacionamentos.

Por isso reavalie, seu comportamento e faça trocas saudáveis.

Não se autossabote: se respeite, se valorize. Primeiro faça com você para depois exigir do outro.

Um passo de cada vez: não conseguimos mudar tudo de uma hora para outra. Por isso, estabeleça pequenos desafios diários e vá a luta!

Pense positivo: todas as vezes que pensamentos contraditórios e pessimistas povoarem seus pensamentos, não se permita. Troque-os por lembranças ou desejos que o façam feliz. É um exercício! Você consegue!

Trabalhe o autoconhecimento: você se conhece? Sabe do que realmente gosta? Tem coragem de assumir para si mesmo o que quer de verdade? Experimente! Não diga “não” antes de tentar. E se não der certo na primeira vez, tente a segunda, a terceira...

Escute mais a si mesmo: escute sua voz interior, acredite mais em você. Faça e assuma suas escolhas.

Evite comparações: você é único. Ninguém passou por suas experiências. Cada um faz de um jeito e você vai sempre fazer do melhor jeito que você puder. Onde está escrito que o outro é que faz certo?

Cuide de si mesmo: se curta, se presenteie, se permita mais. Fique bem pra você. Faça a sua festa pessoal, os outros serão apenas os convidados que você vai chamar para sua festa. Seja feliz por ser você. Por tentar sempre, todos os dias!

Deixe as inseguranças do passado no passado: o que você foi já passou. Lembre-se das palavras de Heráclito: não podemos entrar duas vezes no mesmo rio...

Até a próxima!

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