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Determinação e aprovação!

Olá, pessoal!

Determinação e aprovação. Assim é permeada a história de Guydion, de 22 anos e que, atualmente, é servidor público federal, atuando na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Decidi escrever minha pequena história porque os textos motivacionais sobre concurseiros que atingiram seus objetivos me ajudaram muito (e ainda o fazem!) a manter o foco na caminhada. Logo, gostaria de proporcionar este sentimento a outras pessoas também!

A minha história com concursos públicos começa há quase 10 anos, envolve períodos conturbados, altos e baixos, interrupções e outros acessórios que nós concurseiros comumente colecionamos.

Veja como começar a estudar

A história

Aqui vamos nós…
Em 2007, aos 14 anos, sonhava seguir carreira militar. Guiado pela minha mãe e por minha falecida avó, decidi prestar o concurso de admissão ao Colégio Naval (CN). Iniciei os estudos como qualquer adolescente, sem muito foco e com pouca orientação especializada.

Naquele ano, não consegui realizar a prova por um erro no ponto trivial da preparação: não li o Edital! Fui até o local de prova com uma cópia colorida e autenticada do documento de identidade e, impedido de realizar a prova, voltei para casa extremamente frustrado.

Mas, eu havia ido até o local de prova e visto todos aqueles candidatos, todos aqueles militares fardados em seus postos, toda a organização… Aquela atmosfera foi meu impulso para o ano seguinte, 2008.

Decidi conversar com a minha mãe e pedi para parar de estudar no ensino regular, já que no CN haveria de cursar novamente as séries do ensino médio e, na certeza de que passaria, não havia porque continuar na escola podendo dedicar todo meu tempo aquele concurso.

Naquele ano, me dediquei bem mais, já tinha alguma noção da matéria, já me conhecia melhor. Apesar disso, não tive sucesso na prova e percebi realmente que tinha de estudar mais.

Entendi o que era concurso público, o que era disputar 200 e poucas vagas com pessoas preparadas de todo o Brasil. Naquele ano eu comecei a mudar.

Conheça a trajetória de outros aprovados

As pedras no meio do Caminho…

No ano seguinte, 2009, era pra ser tudo igual: sem escola pra “atrapalhar”, foco na prova.
Naquela época, eu tinha 15 anos, faria 16 logo após a prova e a idade máxima para a admissão era 17 anos. Tudo estava calculado.

Mas problemas de cunho pessoal adiaram o sonho da aprovação. Meu ex-padrasto abandonou minha mãe logo após ela ter dado a luz ao meu irmão mais novo, em abril daquele ano.

Depois disso, ela entrou em depressão pós-parto profunda, o que resultou numa psicose puerperal.
Minha mãe não dormia, não tomava banho só, não se alimentava, não falava.

Então comecei a revezar com minha avó os cuidados com meu irmão recém-nascido. Eu ficava acordado o vigiando durante a noite e ela assumia pela manhã.

Ele não podia chorar, pois minha mãe tinha de dormir (o que era dificílimo mesmo sob efeito de fortes remédios).
Nada mais fluiu em termos de estudo dali pra frente. Conheci minha noiva naquele mesmo abril.

Os meses passaram e chegou a data da prova. Apesar da situação, eu tinha certa bagagem e estava confiante que passaria.

No dia anterior à prova, minha avó me colocou pra dormir carinhosamente e disse “Hoje eu fico de noite, meu filho. Descanse! Amanhã você tem uma prova muito importante”. Foram suas últimas palavras para mim.

Por volta das 23:30, acordei com um alvoroço em casa. Todos chorando. Minha avó agonizando no sofá.

Tentei de tudo, mas ela faleceu em meus braços. Infarto fulminante agudo do miocárdio. Hipertensa e em tratamento há anos, não suportou aquela situação. Passei a noite no hospital, aguardando sua certidão de óbito.

Saí do hospital atônito e fui fazer a tal prova. Bati na trave. Não passei por uma questão. “Não era pra ser”, pensei.

A vida particular me fez adiar um pouco os projetos, me vi sem direção. Tentei voltar ao ensino regular, para terminar o nível médio. Sem sucesso. Não me adaptava. Foi um período conturbado.

Atirando para todos os lados

Nesse meio tempo fiz um curso de eletricista como jovem aprendiz que me foi de grande valia. Me fez por a cabeça de volta no lugar depois daquela loucura toda.

Acabei fazendo a prova do CN em 2010 e sendo aprovado na primeira fase, mas perdi os prazos e não dei prosseguimento. Me matriculei no supletivo do ensino médio, concluindo-o em 2011, meses antes do alistamento militar.

Antes mesmo de pegar o diploma pensei: vou fazer concursos públicos.

E, em 2011, prestei meu primeiro concurso civil, do Banco do Brasil. Fui muito bem nas matérias de conhecimentos básicos e péssimo nas específicas. Devo ter ficado com a 6.000ª colocação, mas curti a experiência.

Como eu sonhava em seguir carreira militar, acabei optando por servir o exército para saber como seria. A experiência foi bacana e inclusive fui condecorado o Praça Mais Distinta no ano de 2012.

Minha mãe, já melhor de saúde, colocou a medalha em mim. Foi uma realização. Meu pai, minha noiva e familiares orgulhosos também estavam lá.

A rotina de recruta, no entanto, é bem corrida, o que acabou me motivando a analisar mais e mais concursos. No ano do meu alistamento eu decidi prestar estes concursos.

Estudei demais! Estudava em pé no trem, no descanso do serviço quando possível, no ônibus, nas filas, enfim… Abriram muitos concursos naquele ano, devo ter prestado uns 7. Lembro-me de Procon, Detran, Prefeituras, Câmaras Municipais, Aeronáutica…

A Desistência

Reprovei, aprovei, mas nada de classificação dentro das vagas. Estava exausto e já pensava em fazer cursos e colocar currículos depois do quartel.

O penúltimo concurso que fiz em 2012 foi anulado por suspeita de fraude.

O último que prestei, disputando 100 vagas com 12.000 candidatos, se fui até o local de prova foi por insistência da minha noiva, a quem agradeço muito. F

iz a prova e logo depois recebi a notícia de que o concurso estaria suspenso, sem motivos claros. Pensei “ano eleitoral, isso é carta marcada/ esse negócio de concurso não existe”… Desisti.

O Fôlego

É aqui que a história toma outro rumo. Semanas depois, meu pai me parou no portão e disse: “Uma amiga viu seu nome no jornal em primeiro lugar, parabéns”. Achei até que era brincadeira, não fazia ideia do que ele estava falando, mas fui pesquisar no Google e me encontrei.

E eis que olha a Determinação e aprovação despontando aí: Primeiro Lugar no cargo de Auxiliar Administrativo da Prefeitura de Nova Iguaçu. Fiquei eufórico. Agradeci. Pensei “foi sorte, com certeza”.

No mesmo período fui notificado da aprovação no vestibular da UFF para Tecnologia em Sistemas de Computação à distância. Nesse ponto, 18 anos. Uma alegria só.

Na Prefeitura, em meses fui designado Chefe de Setor de Certidões. Pouco depois, Chefe da Divisão de Análise de Benefícios. Eu estava amando ser servidor público e me sentia completo.

Até que um dia acordei querendo mais. O sonho da carreira militar foi se transformando, percebi que o que eu gostava mesmo era de servir à sociedade, não necessariamente de farda (risos).

Queria conhecer melhor, ter mais envolvimento com o serviço público. Prestei vestibular para o curso de Bacharelado em Administração Pública da UFF. Troquei de curso. Há tanto tempo sem prestar concurso, com ajuda das matérias estudadas na faculdade, voltei a ter uma rotina de estudos pra concurso no início de 2015.

O Relacionamento com o QC

Aqui entra o Qconcursos.com. No primeiro semestre de 2015, saiu o Edital pra UFRRJ com 01 vaga de Assistente em Administração para a minha cidade. Num primeiro momento, ignorei o concurso. “Eu não teria essa sorte de passar num concurso com uma única vaga”, pensei.

Mais uma vez encorajado por minha noiva, tirei férias na Prefeitura e me dediquei integralmente a esta prova.
A concorrência seria ainda maior do que aquela por mim enfrentada anteriormente. Afinal, aqui só tinha uma vaga. E eu queria aquela vaga como nunca quis nada nessa vida!

Eu já havia utilizado o Qconcursos.com antes, mas não como naquela época. Utilizei todos os recursos do site: aulas, ferramentas estatísticas, simulados, cadernos e QUESTÕES. MUITAS QUESTÕES.

Mais de 3.500 questões em um mês. Mais de 100 por dia.

A Conquista

O resultado não poderia ser diferente. Primeira colocação isolada, sem empates. Fui aprovado e único classificado deste concurso e desmitifiquei, para mim e para muitos que me cercam, essa questão de concursos com poucas vagas.

Trocamos o “por que eu?” pelo “por que não eu?”. Essa foi a minha maior conquista. Agora sei que a questão não é sorte. É preparação!

Já estou trabalhando na UFRRJ há alguns meses, exercendo atualmente a função de Coordenador de Logística Substituto.

Agradeço à equipe do Qconcursos.com pela qualidade do material, aos professores, aos colaboradores, a Deus, a minha família, especialmente a minha noiva por sempre me apoiar, enfim. Meu foco para o futuro são as carreiras de auditoria dos Tribunais de Contas.

Hoje, uma frase motivacional que costumo dizer aos amigos é:

“Concurso público é igual a dieta: é impossível levar a sério e não atingir os objetivos”.

Um grande abraço!

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