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Laércio, aprovado AGU, IBGE e UFPB, conta com detalhes qual método utilizou para conquistar suas aprovações

Fala galera! Compartilho com vocês esse breve relato como minha pequena contribuição a essa comunidade que tanto me ajudou com várias histórias incríveis. Espero que esse relato possa ajudar alguém.

Meu nome é Laércio Barros Rodrigues, tenho 26 anos, sou graduado em Administração. Comecei a me preparar para concursos quando eu ainda estava entre o 2º e o 3º período da universidade por questões de escolhas pessoais e decidi optar por tentar seguir carreira pública. A ideia inicialmente era ser aprovado em um concurso menor da área administrativa e depois perseguir cargos mais complexos, porém muitas coisas aconteceram nesse meio tempo.

O início

Comecei a estudar para concursos quando se iniciaram os boatos para o concurso do INSS no 2° semestre de 2014. Conheci um pouco mais sobre o cargo e fiquei bastante empolgado, todavia foi bem mais complicado do que eu imaginava. No começo eu tinha zero ritmo de estudo, nunca havia estudado em grande ritmo antes na minha vida. Estudei boa parte em escola pública e, infelizmente, o ensino não nos cobrava um ritmo tão avassalador de estudos assim. Na universidade, a pegada também era bem diferente de uma preparação para uma prova de concurso muito concorrida. Como a maioria, comecei estudando por uma apostila e pegando aulas em um curso presencial aqui na minha cidade, mas o rendimento foi pífio tendo em vista que, além de eu não estar habituado àquele ritmo de estudos, ainda tinha que conciliar um curso técnico que fazia pela manhã com meio horário de trabalho à tarde e faculdade à noite. Foi assim por uns 3 meses, e o rendimento foi zero.

Após eu finalizar um curso que fazia, tive mais tempo para me dedicar para o concurso em si. Mas, ainda assim, tive várias dificuldades, pois eu era um pouco desorganizado e não conseguia estabelecer uma linha de estudos clara entre as matérias da universidade e o concurso. Não deu outra, não conseguia apreender as disciplinas básicas do concurso que eram Direito Administrativo, Constitucional e Português (matéria em que eu tinha uma dificuldade extrema). A única em que consegui um avanço foi Direito Previdenciário por ser, de todas, a matéria que achei mais didática. E assim fui levando os estudos pelo resto do ano de 2014 entre trabalhos, aulas e provas da faculdade, e um estudo bem meia boca para o concurso do INSS.

Erros de iniciante
Nos primeiros anos de estudo eu cometi uma série enorme de erros que atrasaram bastante a minha aprovação. Embora nesse período eu tenha tido um acúmulo considerável de conhecimento, o custo-benefício disso foi ter me arrastado por anos usando formas de estudos que claramente não eram muito adequadas para mim.

O primeiro erro que cometi, e que me atrapalhou bastante, foi não ter foco claro para o concurso que eu, de fato, queria naquele momento. Quando iniciei meus estudos, queria o cargo de técnico do INSS, mas, no meio do caminho, por pressa e ingenuidade, acabei prestando concursos que, para mim naquele momento, foram total perda de tempo. Em dezembro de 2014 saiu o concurso do Banco do Brasil para o cargo de escriturário e teria vaga para região circunscrita à minha cidade. Todavia era um concurso que não tinha nada a ver com o INSS. Justo quando eu poderia dar um gás na minha preparação para o INSS, que foi o período que fiquei de férias da universidade e estava só trabalhando meio período e estudando pra concurso nos meses de dezembro de 2014 a março de 2015, acabei caindo nessa tentação de prestar essa prova do Banco do Brasil que só tinha Português de matéria em comum. Resumindo, perdi bastante tempo estudando coisas que eu não ia mais aproveitar para o INSS e fui muita mal na prova, nem tive sequer a redação corrigida.

Outro vacilo enorme que cometi foi iniciar meus estudos por materiais ruins. Nada contra apostilas, mas elas dificilmente irão cobrir uma quantidade significativa do edital de um concurso onde você precisa acertar de 85% a 90% de uma prova — dificilmente isso acontece. O ideal a se fazer é pesquisar bem cursinhos ou livros que sejam voltados especificamente para o concurso que você pretende fazer. Caso eu tivesse feito isso, teria economizado uns bons anos de estudos. Não fazer questões foi também outro grande erro meu. Eu me debruçava na teoria e não praticava, e isso se refletia muito no meu desempenho ruim nas provas. Outra coisa na qual eu errava bastante era não revisar os conteúdos que eu estudava. Eu resumia tudo que eu via, era praticamente uma paráfrase, e isso era completamente inútil, não adiantava de nada. Ainda hoje tenho uma caixa enorme com um monte de resumos feitos que eu nunca via novamente e que só me faziam perder tempo. Depois de uma semana estudando um dado tópico do edital, eu já não me lembrava do que eu tinha estudado e toda vez que respondia a uma questão sobre aquele assunto, acabava errando por falta de um método de revisão eficiente.

Persistindo nos mesmos erros

Seguindo o ano de 2015 entre universidade, trabalho e o estudo pro INSS, continuei cometendo os mesmos erros — e aqui segue um adendo sobre esse tipo de coisa. Às vezes, o ser humano é um pouco teimoso, e eu fui muito durante minha preparação. Mesmo sabendo, no fundo, que meus estudos não estavam rendendo de forma adequada, eu não parava para refletir sobre aquilo que eu estava fazendo, sobre aquele meu objetivo que eu tinha me proposto a executar. É importante a gente mensurar aquilo que a gente está fazendo pra tentar obter o êxito que procuramos. Caso eu tivesse feito isso, não perderia tanto tempo de estudo assim como perdi.

Foi-se indo 2015 até que, de novo, saiu outro concurso do Banco do Brasil, igualzinho ao que eu tinha feito no começo do ano. Eu, trouxa, acabei desviando, de novo, do meu foco para prestar essa prova e, de novo, tive um rendimento ridículo e andei léguas de distância de ser aprovado nesse concurso. Com a demora do concurso do INSS, acabei ficando desmotivado e, a essa altura, os estudos já não estavam rendendo tanto. Em novembro de 2015, saiu o edital para o TRE-PI, e decidi apostar com um pouco mais de foco, já que seria a mesma banca e teriam mais disciplinas em comum ao concurso do INSS. Eu ainda não estava em um nível competitivo para essa prova, mas, mesmo assim, me preparei como deu. Tive um rendimento de 50%, bem abaixo do corte de quem foi nomeado nesse concurso, mas me animou um pouco. Todavia, aqui fica outro adendo e outro erro que eu cometia. Após fazermos uma prova, é muito importante que a gente reveja essa prova, por mais doloroso que seja, e possamos identificar os reais motivos de termos sido reprovados. Eu não fazia isso e, por esse motivo, chegava na prova seguinte e acabava errando uma questão do mesmo assunto em outra prova.

A prova do TRE-PI foi em janeiro de 2016, e a prova do INSS finalmente estava marcada para maio de 2016. Nesse ano eu já não trabalhava mais e me dividia entre universidade e estudo pra concurso. Mas, mesmo tendo começado a estudar para o concurso do INSS com antecedência, os erros que eu cometia que citei acima não me deixaram suficientemente preparado pra prova.Infelizmente, andei bem longe de ser aprovado nela e, de quebra, eu tinha sido reprovado também em uma prova de prefeitura de uma cidade vizinha à minha. Era uma prova bastante simples, e ter sido reprovado nela me deixou bastante abalado. Foi a partir daí que comecei a refletir sobre o que eu realmente estava fazendo da minha vida, pois, se eu continuasse a levar o projeto de estudar pra concurso da forma como eu estava levando, eu não seria aprovado nunca.

O recomeço

Como no concurso que era meu sonho naquele momento, que era do INSS, eu tinha sido reprovado, então era o momento de analisar meus erros e ter uma forma melhor de estudar. Em julho, havia sido autorizado o concurso de técnico administrativo da Anvisa, e decidi prestar essa prova com um pouco mais de foco. Foi só a partir daqui que, de fato, comecei a parar de cometer os erros que eu cometia até então. Adquiri um material adequado e próprio para esse concurso e passei a responder uma quantidade significativa de questões. Meu rendimento estava ótimo, eu tinha conseguido estabelecer uma rotina firme de estudos e, dessa vez, eu realmente estava levando muito a sério meu projeto. Estava me achando muito preparado para aquela prova, havia treinado todas as matérias e praticado bastante redação. Estava me achando no páreo para uma boa disputa, porém acabei cometendo outro erro na minha preparação que foi negligenciar uma matéria na qual eu era horrível: Português. Mesmo tendo feito um bom estudo teórico da matéria, eu negligenciei bastante e, não deu outra. Graças a Português e Informática, onde tive um rendimento de apenas 40%, não tive minha redação corrigida. Aquilo foi um baque muito grande, pois eu estava me sentindo muito mais preparado para aquela prova, mas tive que me reerguer e continuar firme.

Em fevereiro de 2017, teria uma prova para administrador no Ministério da Saúde, e decidi me inscrever. Mas ainda estava bastante desmotivado depois do último baque e fiz uma preparação tão ruim que decidi não ir fazer a prova. Olhando depois, vi que eu poderia ter ido bem na prova, mas, por medo, acabei não indo. Aqui tiro outra lição: mesmo que a gente não esteja se sentindo bem preparado, é bom sempre irmos fazer a prova, pois nunca sabemos em qual delas a gente pode ser aprovado. Então, se tiver oportunidade de ir fazer, sempre recomendo.

A importância da persistência

Mesmo após várias derrotas, eu sempre tive, em meu pensamento, que a minha aprovação seria só questão de tempo. Não era só achismo, eu trabalhava duramente para isso e nunca me limitei por concorrência ou dificuldade de uma prova. Eu sabia que, se fizesse minha parte, eu teria plena capacidade de conseguir, só tinha que corrigir os erros que eu vinha cometendo.

No finalzinho da minha graduação, em julho de 2017, apareceram três oportunidades: dois concursos do IBGE para o Censo Agropecuário e um concurso da UFPI para assistente em Administração. Eu estava muito pilhado, queria arrumar algo quando me formasse. Então me preparei para essas três provas, já que as matérias eram praticamente as mesmas: Administrativo, Constitucional e Administração — fora as matérias básicas como Português, Informática, Raciocínio Lógico etc. Dos três, consegui finalmente ser aprovado para o cargo temporário do IBGE de supervisor do Censo Agropecuário da minha cidade mesmo e fiquei lá de setembro de 2017 até maio de 2018. Nesse período, o estudo foi bem fraco, não conseguia render tanto pelo cansaço acumulado dos anos anteriores e pelo cansaço da rotina de trabalho.

A grande virada e as aprovações

Findo o trabalho no IBGE, eu tinha juntado uma grana para me manter por um ano mais ou menos e coloquei como meta pessoal que, nesse ano, eu seria aprovado custasse o que custasse. Aqui foi minha grande virada, foi o grande momento que prometi a mim mesmo que me doaria o máximo para conseguir esse objetivo. E assim foi. De junho de 2018 até abril de 2019, eu fiz 7 provas de concursos, todas para área administrativa e minha área de formação. Ajustei todos os meus erros, e o Qconcursos foi meu grande ponto de virada. Depois que eu comecei a usar o site, meu rendimento foi aumentando cada vez mais, pois comecei a aliar a produção de bons esquemas de revisão, para que eu pudesse revisar, e diversas questões por dia. Meu processo de estudo era basicamente ver o assunto, seja em vídeo ou PDF. Após isso, eu fazia um esquema do assunto em fichamentos e tentava resumir ele ao máximo. Após isso, eu só complementava o fichamento de acordo com as questões que eu ia fazendo. E assim foram os 10 meses mais intensos de estudos que já tive. Acordava às 5h da manhã e ia até 17h ou 18h da noite. Às vezes, conseguia ir até às 19h, dependendo do meu pique. Nesses 10 meses, eu fiz 32.465 questões no QC, uma média de 3.200 por mês e mais de 100 por dia. Foram fundamentais para a minha aprovação, pois só assim eu tive uma mensuração exata da minha preparação e onde eu deveria melhorar. Nesse período eu bati na trave em várias provas, mas, conforme eu ia avançando, eu ia tendo noção de que estava cada vez mais perto. Fiquei em 2° no Iphan, mas caí pra 5° na Redação e fiquei fora. Fiquei desclassificado do MPE PI por 3 questões, sendo que havia passado uma questão errada para o gabarito; desclassificado no MPU, fiz apenas 70 pontos, e, na AGU e na UFPB, os dois últimos dessa jornada, consegui ficar dentro das vagas.

Nunca desista dos seus objetivos

A lição que fica desse meu breve relato é que quando a gente estabelece um objetivo, temos que ir até que ele se cumpra. No início dos meus estudos, eu sempre escutava que só não passava em concurso quem desistia. Acho essa frase meio clichê, mas é a mais pura verdade. Se eu tivesse desistido em alguns dos tombos que levei, provavelmente eu não estaria numa situação confortável. Sinto-me contente por ter acreditado em mim mesmo e ter lutado para que esse objetivo se concretizasse. Acho que tudo na vida é assim mesmo, temos que saber persistir para podermos alcançar os sonhos que surgem na nossa vida. Com certeza, irei continuar batalhando para realizar os meus. Se eu consegui, você também pode conseguir. Basta ter força, persistência e dar o seu melhor que sua aprovação será só questão de tempo, pois todos que persistem conseguem, e eu sou a prova viva disso.

Abraços a todos e boa sorte, colegas!


Método de estudos utilizado pelo Laércio:

O estudo é um processo e, como todo processo, ele precisa ser bem delineado para que possa atingir seu objetivo proposto. Então, segue a forma em que eu consegui ter um melhor desempenho e a rotina que eu segui durante 10 meses (lembrando que eu já tinha um bom conhecimento prévio de muita coisa antes, mas ainda era insuficiente para uma aprovação nos concursos que eu fazia).

**ROTINA = (o número de horas é algo bem relativo e não define objetivamente uma aprovação. É preciso levar em conta diversos fatores. O que se segue é apenas o relato do que funcionou comigo). Estudava de segunda a sábado, em média de 7 a 8 horas líquidas de estudos cronometradas pelo aplicativo Aprovado. Pra conseguir isso, eu tinha horários fixos. Estudava das 5h às 7, pausava 30 minutos. Voltava das 7h30 às 12h (com pausas curtas de 10 a 15 minutos quando eu me sentia cansado). Pausava 1 hora pro almoço, voltava das 13h às 14h50. Pausava 30 minutos pra descansar. Voltava das 15h30 às 17h15 (houve dias em que ia até as 18h ou 19h, mas eram raros. Só quando eu estava com muito pique). E, no sábado, estudava das 7h30 às 12h. Isso dava por volta de 12 horas brutas durante a semana e umas 5 no sábado. Mas hora de estudo é relativo. Talvez pessoas com tempo de estudo bem menor possam atingir resultados bem melhores que os meus. Isso é apenas para fins de demonstração do processo que passei.

**ESTUDO PROPRIAMENTE DITO = meu processo de estudo e que funcionou pra mim foi: ver o conteúdo (pdf ou videoaula online) + fazer um miniesquema do conteúdo em uma ficha (uma folha a4 partida no meio) + selecionar o assunto e o tópico no qc e fazer, no mínimo, 20 questões daquele tópico (exemplo: selecionava administração; gestão de processos; banca do concurso: selecionava somente questões que eu não havia feito) + complementação do meu miniesquema na ficha acrescentando informações + todo dia revia esses esquemas. foi assim meu processo e, quando eu terminava de ver o conteúdo teórico, grifava no edital (eu tinha o edital impresso na minha mesa e, todo dia, ticava o tópico do assunto que eu já havia visto. Ajudava a controlar meu avanço e me deixava motivado).

**QUANTIDADE DE MATÉRIAS POR DIA = é um assunto bem relativo também e vai depender muito da densidade e da quantidade de matérias. Como eu estudava para a área administrativa e concursos de administrador, a base de matérias são basicamente umas 9 e caem em todos os concursos da área administrativa. Minha base era Português, Raciocínio Lógico, Informática, Leg. Específica do órgão, Administração geral - material - pessoas, Constitucional, Administrativo, Administração financeira e orçamentária, Lei de Acessibilidade (eventualmente eu tinha que estudar Processo Penal ou Penal como no concurso da AGU, mas isso era esporádico. Só em concursos de órgãos judicantes ou alguns MP's que cobram para técnicos administrativos) e Atualidades. Essas disciplinas caem em quase todos os concursos da área administrativa. Em se tratando de TRE e TRT, é acrescentado Eleitoral em TRE e Trabalho em TRT. Eu estudava, em média, 5 matérias por dia, levando em conta que eu tinha o dia livre pra estudar. Para uma pessoa que trabalha 8 horas por dia, não dá pra pegar essa quantidade, mas, com esforço, dá pra encaixar umas 3 matérias por dia com qualidade. Estudar só uma por dia não funcionava pra mim, mas há quem goste. Estudava português e afo todo dia, pois eram disciplinas densas e nas quais eu tinha uma dificuldade extrema. lembrando de novo, é claro, que isso era possível porque eu tinha o dia todo. Pra quem trabalha 8 horas, não dá pra fazer isso porque precisa rodar o edital todo durante a semana. Mas, ainda assim, quando eu trabalhava, estudava Português um dia sim e um dia não, devido à minha dificuldade.

**REVISÃO DIÁRIA = todo dia, antes de iniciar um dado conteúdo, eu via rapidamente a minificha que eu havia produzido. por exemplo, toda vez antes de eu estudar ou resolver uma bateria de questões de constitucional, tópico poder judiciário na constituição, eu lia rapidamente meu esquema desse tópico. E, assim, com todos os outros conteúdos. isso ajudava a fixar o conteúdo de forma bem mais consistente. isso era algo que eu nunca havia feito antes e fez diferença nessa reta final.

**QUESTÕES DIÁRIAS =
isso é muito relativo, bastante. Não existe quantidade ideal. Eu fazia, em média, 100 questões por dia, mas variava muito. Houve dias que cheguei a fazer 300 por dia e até um dia que fiz 500. Porém, houve também dias que só fazia 50 ou menos. Ia depender do conteúdo, do meu domínio da matéria, enfim, são muitos fatores.

**CONTROLE DO DESEMPENHO = tudo que fazemos precisa ser medido pra sabermos se estamos ou não no caminho certo. Em concurso, a forma de se medir é vendo o percentual de acertos nas questões, já que, pra passar, vc precisa acertar mais questões que a média. Dificilmente a gente tem um percentual de acertos nos estudos muito diferente daquele que a gente vai ter na prova —nas duas últimas provas que fiz, eu tava acertando, em média, 80% a 95% das questões que fazia em casa, o que foi quase o mesmo que tive nas provas propriamente ditas (78% e 90%). A forma que eu media isso era por meio de uma tabela de Excel que funcionava da seguinte forma: 1 - colocava o edital de forma verticalizada no Excel e ia colocando a lista de todos os tópicos daquela disciplina. Por exemplo, na aba de constitucional, colocava os assuntos da matéria em lista e, ao lado, eu colocava o percentual de acertos que eu tinha naquele tópico. Coloquei uma formatação condicional na célula e, se tivesse menos de 80%, ficaria vermelha e, automaticamente, eu já sabia que tinha que rever partes daquela teoria e treina-lá mais que outras. Isso foi fundamental para eu direcionar meus estudos de acordo com as minhas necessidades, pois sempre quando fechamos o edital, ficam alguns pontos dele de fora, e isso pode ser fatal no momento da prova.

E assim foram os meus estudos durantes 10 meses. Também dedicava tempo à escrita, já que algumas provas tinham redação, como no Iphan e na AGU. Dedicava, ao menos, uma hora diária para escrita. Lia redações nota máxima de outros aprovados e tentava dissertar sobre algum tema parecido e utilizava a base deles para corrigir a minha redação. Cheguei a fazer um curso de redação também que me foi muito útil, mas que poderia ter me ajudado mais do que efetivamente ajudou. Eu escrevia uma redação por dia, de segunda a sexta, quando a prova tinha redação. Quando não, eu alocava esse tempo em outra disciplina.

Obs: Esse relato é apenas para fins de observação. Claro que muita coisa do que tem aqui foi usado por diversos aprovados em várias outras provas, bem mais complexas do que as em que fui APROVADO. Todavia, tudo tem que ser adaptado à sua realidade. Assim como eu lia e relia depoimentos de outros aprovados, anotava tudo e adaptava à minha realidade, isso também precisa ser feito aqui, pois nem tudo do que fiz será plenamente aplicável à sua realidade.

O Laércio nos contou como foi usar o concurso do IBGE como trampolim para outros:

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